Lilian Weber de Freitas

Esta é uma proposta nova para um caminho antigo e universal!

Textos


A evolução espiritual

Sem qualquer dúvida, toda e qualquer evolução espiritual deve ser iniciada no fundo de cada um de nós. Na medida em que cada um eliminar no fundo de si mesmo o ódio, a inveja, a cobiça, a ganância e outros sentimentos muito pouco nobres, sem dúvida estaremos começando a construir a nossa própria evolução.

O homem cresceu tecnologicamente. Saiu das cavernas, passou pela revolução industrial, chegou à Lua, à era da informática e da globalização, construiu modernas cidades, dotadas de todo o conforto, e, no entanto, espiritualmente, continua na idade das cavernas.

As grandes potências mundiais construíram um potencial bélico invejável e medem forças umas com as outras. Em torno disto construíram também uma guerra econômica, em que os aparentemente mais fortes oprimem os mais fracos. O primeiro mundo escraviza o terceiro mundo. Se prestarmos atenção, verificaremos que nada mudou: homens continuam escravizando homens. E enquanto o ser humano não acabar com a escravidão em definitivo, dentro de seu coração e de sua alma, não haverá a tão almejada paz na face da terra e não conseguirá fazer a sua verdadeira evolução.

O homem em sua pequenez precisa compreender que ele é apenas um grão de areia dentro de um mundo global que inclui o plano espiritual. Precisa compreender que nada pode sozinho.

O povo norte-americano construiu o World Trade Center para mostrar ao mundo a sua opulência econômica, a sua indevassabilidade e a sua força. Um monumento ao seu esplendor. Ao mesmo tempo pretendeu proteger seu império com material bélico sofisticado dotado da mais moderna tecnologia. Tudo em vão. Numa manhã, em fração de segundos, tudo se tornou pó. Toda a opulência, toda a arrogância se estatelou no chão em fração de segundos. Os sofisticados equipamentos de segurança de nada serviram. O sofisticado material bélico sequer foi acionado para impedir que fosse atingido o coração que o comanda no Pentágono.

Mas não é só. O Japão é dotado da mais moderna tecnologia em matéria de construção civil e nem assim é capaz de dominar a força dos terremotos. Veja-se o que aconteceu em Kobe. A tecnologia virou pó em fração de segundos.

O Oriente Médio, detentor das grandes reservas petrolíferas mundiais, concentrou na mão de meia dúzia de homens um poderio econômico que alcança a América do Norte e a Europa, mas continua mergulhado num mar de lama. Suntuosos palácios, cobertos de ouro, são maculados pela fome e pela miséria que existe ao seu redor.

A Europa, o continente das luzes, do qual brotou toda a grande produção filosófica, artística, literária e cultural em geral, não conseguiu dominar o ódio de suas entranhas. Nem mesmo o holocausto da Segunda Guerra Mundial serviu para apagar o nacionalismo que a devassa.

Nem a milenar cultura oriental guardada por séculos pelos monges em seus templos está resistindo à escravidão do poderio econômico. Vendendo a imagem de benfeitoras que propiciam um prato de comida a bilhões de asiáticos, além de pequenas quinquilharias ocidentais, empresas multinacionais vão se aproveitando de mão-de-obra barata para encher seus cofres.

E a África. Grandes e moderníssimas cidades vão brotando do chão sem conseguir esconder a velha divisão de pretos e brancos. Em que pese seu avanço, a África continua sendo menosprezada pelo resto do mundo como um continente negro e desta forma atrasado. No fundo, no fundo, não se admite que ela evolua. Lá será sempre o berço dos negros, dos animais e das savanas.

E a América Latina... tornou-se o grande fornecedor mundial de drogas. E os homens do Novo Mundo que tiveram a oportunidade de crescer e evoluir, através da miscigenação também não souberam aproveitar.

Chegado o Século XXI, onde a evolução? Nenhuma.

O homem precisa compreender que existe uma inter-relação entre o plano físico e o plano espiritual.

O homem precisa compreender que jamais será capaz de dominar as forças da natureza com sua tecnologia e isto não significa somente aquelas forças aparentes que todos conhecem, como o vento, a sol, as tempestades e os terremotos, mas principalmente a força espiritual.

A par de tudo isto, da dita evolução e do dito avanço tecnológico e econômico, homens do mundo inteiro continuam escravizando seus semelhantes. O que são as empresas de recrutamento de pessoal, modernamente denominadas RH, senão os locais de vendas de escravos de anos atrás? Se escravos eram escolhidos pela força física, pelo tamanho de suas coxas ou de suas pernas, modernamente são escolhidos pelos seus “curriculum”. E os que não preenchem os requisitos são jogados à marginalização, concentrados em favelas ao redor das grandes cidades, no mundo inteiro, tal qual as senzalas e os quilombos de outrora.

É hora do homem compreender que sua verdadeira evolução depende de sentimentos básicos como fraternidade, amor e respeito ao seu semelhante e de sua interação com o mundo espiritual. É hora de compreender porque se encontra cada qual na face da terra, o que aqui faz, porque está colocado no local em que se encontra, qual a sua missão, o porquê dela e qual a sua responsabilidade no desempenho da tarefa que lhe foi confiada.

O homem precisa compreender que nunca está só, que existe um mundo além daquele aparente. Que possui compromissos além daqueles práticos do dia a dia e que será cobrado espiritualmente pelo seu desempenho, assim como é cobrado constantemente no dia a dia por aqueles com quem convive.

A grande obra que está posta para todos nós no Século XXI é, sem dúvida, a evolução da espiritualidade.

E como obtê-la?

O material a ser utilizado está dentro de cada ser humano: é a essência energética chamada amor. E também o ferramental de trabalho está dentro de cada ser humano: é o conjunto das faculdades que seu corpo possui – os cinco sentidos.

Então, por exemplo, se utilizamos energia positiva quando olhamos para alguém, jogamos raios positivos na aura desta pessoa. Se, ao contrário, utilizamos energia negativa, sugamos a aura dela, o que é mais conhecido entre nós por “olho grande”.

Se os sons que emitimos vêm carregados de amor, a outra pessoa o captará. Se, ao contrário, vêm carregados com ódio, a outra pessoa também o captará.

Se nossos corpos emitem perfume, as outras pessoas serão atraídas e se aproximarão. Se, exalam mau cheiro, a tendência é que os outros se afastem.

Se a comida que servimos em nossas mesas, aos nossos comensais, vem temperada com amor, estes a comerão felizes e serão saciados. Já se a temperarmos com ódio, a intoxicação é certa.

Mas a maior sensibilidade do ser humano está em sua pele. O toque é a transmissão plena do amor e da paixão. O encontro das mãos, o afago, o abraço, o beijo, o ato sexual e a imposição das mãos são os maiores exemplos disto. Quando amamos, queremos tocar, queremos estar o mais próximo possível.

Já o ódio afasta. Não queremos tocar, nem ser tocados, nem ouvir e de preferência nem ver.

Assim, todo o material e todo o ferramental que necessitamos para a construção de nossa evolução espiritual está dentro de nós. Não precisamos fazer uso de nenhuma máquina sofisticada e de nenhum material especial. Já nascemos com tudo o que necessitamos.

A paz mundial jamais será construída com sofisticado poderio bélico ou poder econômico. Inexiste tecnologia que possa assegurá-la.

Só há uma maneira de construí-la: com amor, com a utilização do material energético infinito que temos dentro de nós! Homens de todos os continentes clamam por ela.

É hora de evoluir enquanto ainda há tempo!

Lilian Weber de Freitas

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Publicado em 30/09/2007 às 23h56
Música: Für Elise - Beethoven


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